quarta-feira, 11 de julho de 2012

Astronomia e Astrologia: não convém confundir


Não iremos muito longe se formos descobrir pela formação da palavra (a morfologia). Astronomia vem do radical grego nomos, lei, e astér , astros: lei dos astros. E a astrologia também deriva de astér e lógos, colóquio, estudo: estudo dos astros. Não seriam sinônimos, apenas palavras diferentes significando a mesma atividade?

Não. Astronomia e astrologia são hoje tão diferentes que não é exagero afirmar que a única coisa em comum são as cinco primeiras letras de cada palavra.
  • Astronomia é uma ciência exata que se preocupa com a origem, evolução, composição, classificação e dinâmica dos corpos celestes – todos eles. O astrônomo profissional é necessariamente alguém com formação superior, e seu trabalho inclui o domínio de Física e Matemática, aliado a um senso crítico aguçado e boa habilidade observacional.
  • A astrologia dá ênfase apenas a um certo grupo de astros. Ela busca identificar uma relação entre suas posições e deslocamentos no céu e o destino e a conduta moral dos seres humanos. Apenas os astrólogos constroem horóscopos e mapas astrais. Seu trabalho está ligado ao aspecto místico que o Universo desperta no ser humano, e não raramente os astrólogos são também praticantes de outras artes divinatórias.
A distinção hoje é clara, mas nem sempre foi assim. O nascimento da ciência moderna, fruto da teoria e observação, surge em meados do século XVI e início do século XVII, com os estudos do alemão Johannes Kepler.

Naquela época as estrelas eram consideradas perfeitas, eternas, e o próprio Kepler manteve durante toda sua vida uma relação ambígua com a astrologia. Ele se perguntava se não haveria aspectos ocultos nos céus que regessem o aparente caos do dia-a-dia.

Astronomia e astrologia possuem, portanto, uma origem em comum, movidas pelo mesmo fascínio que uma simples noite estrelada desperta em nós. Ambas coexistem hoje em relativa harmonia, mas seus praticantes têm formações diferentes e objetivos muito distintos que não convém confundir.

Fonte: Astronomia no Zênite

terça-feira, 10 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estrela semelhante ao Sol perde brilho em apenas 2 anos, diz estudo


Concepção Artística mostra a estrela TYC 8241 2652
emitindo radiação inflavermelha  há vários anos.
Uma estrela semelhante ao Sol sofreu um dramático escurecimento em um curto espaço de tempo, aponta estudo realizado pela Universidade da Califórnia, dos Estados Unidos, e divulgado pela revista “Nature”.
A pesquisa, publicada na edição impressa desta quinta-feira (5) relata que a estrela TYC 8241 26521, localizada a 456 anos-luz da Terra, perdeu em 30 vezes seu fluxo de radiação infravermelha em apenas dois anos e houve ainda um rápido desaparecimento dos restos de poeira em uma região equivalente ao nosso Sistema Solar.
Com os resultados, os cientistas sugerem que o sistema passou por um acontecimento dramático, mas afirmam que não existe atualmente nenhuma explicação ou modelo que detalhe tais observações.
Fonte : G1

terça-feira, 3 de julho de 2012

Astrônomos querem identificar asteroides em rota de colisão com a Terra


Um grupo de astrônomos da Califórnia está empenhado em uma missão que pode salvar o mundo. Na quinta-feira, 28, os pesquisadores anunciaram um projeto para lançar operar um telescópio que será usados para identificar asteroides que possivelmente estariam em rota de colisão com a Terra.

A Fundação B612 - batizada em homenagem ao planeta ficcional do livro O Pequeno Príncipe - conta com doações para construir o equipamento e seu plano de operações. O telescópio de tecnologia de raios infravermelhos tem o custo estimado de algumas centenas de milhões de dólares. O objetivo é catalogar 500 mil corpos que estejam relativamente próximos do nosso planeta. 

O telescópio, chamado de Sentinela, será colocado em órbita mais próximo do Sol que a Terra, de modo a identificar asteroides meses antes de eles se aproximarem da Terra, afirmou Rusty Schweickart, astronauta do programa Apollo e presidente emérito da B612. 

A tecnologia do Sentinela permitiria provocar desvios na rota do asteroide contando que ele seja identificado a tempo, disse Ed Lu, presidente da fundação. O bjetivo, diz, é ter décadas de preparo para isso. "Seria embaraçoso se fôssemos atingidos por uma grande rocha nas próximas décadas só porque não conseguimos fazer o mapeamento necessário para achar esses cortpos", disse. 

Para Schweickart, é apenas uma questão de tempo para que a Terra seja atingida por um asteroide. Há 65 milhões de anos, uma colisão extinguiu os dinossauros e causou mudanças extremamente significativas nas condições climáticas do planeta. Mais recentemente, um asteroide caiu na Sibéria em 1908, devastando mais de 2 mil km² de árvores. 

Durante sua missão, que deverá durar 5 anos e meio, o Sentinela deverá encontrar cerca de 90% dos asteroides cujas rotas têm projeções próximas da terra e que tenham mais de 140 metros de diâmetro e cerca de 50% dos que tenham 40 metros de diâmetro. A expectativa é de que o equipamento começa a operar em 2017 ou 2018.
 


FONTE: Estadão

segunda-feira, 2 de julho de 2012