quarta-feira, 18 de julho de 2012

XXXII EREA em Vassouras/RJ


Encontro Regional do Ensino em Astronomia

Desde 2009 o EREA ocorre em todo Brasil. O evento terá oficinas, palestras, exposições, mesa-redonda, além de observações. Ainda conta com nomes como Marcos Pontes, o engenheiro e astronauta brasileiro, que palestrará no primeiro dia do evento.
O público alvo será predominantemente de professores, visando a formação continuada, mas as inscrições podem ser feitas por estudantes da graduação, nem como o público em geral.

De 7 à 11 de agosto de 2012 estará acontecendo em Vassouras-RJ.

Acesse a página do evento e confira!
Página do Evento: AQUI
Programação: AQUI

terça-feira, 17 de julho de 2012

Com o Hubble, astrônomos descobrem a quinta lua de Plutão

As agências espaciais europeia (ESA) e americana (Nasa) divulgaram nesta quarta-feira a descoberta de uma nova lua em Plutão feita com o uso do telescópio Hubble. Estima-se que ela tenha entre 10 e 25 km, formato irregular e uma órbita de aproximadamente 95 mil km ao redor do planeta anão. 


A maior lua de Plutão, Caronte, foi descoberta em 1978. Somente em 2006, o Hubble foi achar mais dois corpos ao redor do planeta anão - Nix e Hidra. Em 2011, foi encontrado o quarto satélite natural, chamado por enquanto de P4. A nova lua é designada temporariamente como "S/2012 (134340) 1", ou apenas P5. 


Mas por que Plutão, um corpo tão pequeno que nem é considerado planeta, tem tantos satélites naturais? Uma teoria afirma que isso seria resultado de um choque com outro objeto transneptuniano (aqueles que ficam além de Netuno, o último planeta do Sistema Solar). Os escombros dessa colisão teriam dado origem a P5 e suas "irmãs". 


O time de astrônomos, liderados pelo Instituto Seti (sigla em inglês para "busca por inteligência extraterrestre"), utilizou nove conjuntos de imagens registrados pelo telescópio entre 26 de junho e 9 de julho deste ano. 


A sonda New Horizons está a caminho de Plutão e deve fazer o primeiro sobrevoo em 2015 - o resultado, espera a Nasa, serão as primeiras imagens detalhadas já feitas do planeta anão e suas luas, que estão tão distantes que até mesmo o Hubble tem dificuldade em registrá-los. 


FONTE: TERRA

segunda-feira, 16 de julho de 2012

IMAGEM DA SEMANA

Teimareh, no centro do Iran.
Trilhas gravadas por estrelas.

CRÉDITO: Nasa

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Espaço Cultural Promovendo Divulgação Científica em Resende - RJ

Um projeto de extensão está ajudando a despertar gosto pela ciência e tecnologia em estudantes de Resende, no sul fluminense, e de toda região. O Espaço Ciência e Tecnologia está localizada no campus, do município de Resende, da Faculdade de Tecnologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FAT/Uerj). O espaço está destinado para realizações de atividades didáticas e exposições para promover a educação científica.

"O Espaço Ciência e Tecnologia oferece diversas atividades presenciais, como oficinas e palestras, e conteúdos de divulgação científica on-line, que estão disponíveis na internet" diz Germano Monerat, coordenador do projeto que é professor da FAT/Uerj. E o coordenador completa: "Estamos produzindo também material didático de ciências e tecnologia, em DVD, para ser distribuído nas escolas públicas de Resende, e nos preparando para receber uma sala multimídia".

O grupo responsável tem a participação de 13 professores e pesquisadores da FAT/Uerj, formados nas áreas como matemática, física, química e engenharia.

O projeto já vem gerando seus impactos, pois desde a sua inauguração (set/2010) já recebeu a visita de 210 alunos do ensino médio de escolas da região. Além de 438 alunos universitários que participaram de palestras e minicursos ministrados no espaço. E nas oficinas de física, 12 professores do ensino médio participam do treinamento. 


E o projeto tem seu espaço na internet:     Página do Projeto - AQUI
Canal no YouTube, onde reúne 42 videos com tópicos de Física e vídeos de minicursos e oficinas - AQUI


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Programação - Para o segundo semestre de 2012, a programação do espaço prevê a realização mensal de oficinas de física para professores do ensino médio, com a montagem de experiências com material reciclável. "As montagens também são filmadas e algumas delas encontram-se disponíveis em vídeo no nosso canal on-line, criando assim um efeito multiplicador", destaca Monerat, adiantando que há previsão de realização de um ciclo de palestras no segundo semestre de 2012, ainda sem data marcada. O espaço encontra-se aberto a visitas escolares guiadas por um professor, mediante agendamento prévio. Os formulários estão disponíveis no site Espaço Ciência e Tecnologia e devem ser encaminhados para o e-mail espacocienciaetecnologia@yahoo.com.br.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Astronomia e Astrologia: não convém confundir


Não iremos muito longe se formos descobrir pela formação da palavra (a morfologia). Astronomia vem do radical grego nomos, lei, e astér , astros: lei dos astros. E a astrologia também deriva de astér e lógos, colóquio, estudo: estudo dos astros. Não seriam sinônimos, apenas palavras diferentes significando a mesma atividade?

Não. Astronomia e astrologia são hoje tão diferentes que não é exagero afirmar que a única coisa em comum são as cinco primeiras letras de cada palavra.
  • Astronomia é uma ciência exata que se preocupa com a origem, evolução, composição, classificação e dinâmica dos corpos celestes – todos eles. O astrônomo profissional é necessariamente alguém com formação superior, e seu trabalho inclui o domínio de Física e Matemática, aliado a um senso crítico aguçado e boa habilidade observacional.
  • A astrologia dá ênfase apenas a um certo grupo de astros. Ela busca identificar uma relação entre suas posições e deslocamentos no céu e o destino e a conduta moral dos seres humanos. Apenas os astrólogos constroem horóscopos e mapas astrais. Seu trabalho está ligado ao aspecto místico que o Universo desperta no ser humano, e não raramente os astrólogos são também praticantes de outras artes divinatórias.
A distinção hoje é clara, mas nem sempre foi assim. O nascimento da ciência moderna, fruto da teoria e observação, surge em meados do século XVI e início do século XVII, com os estudos do alemão Johannes Kepler.

Naquela época as estrelas eram consideradas perfeitas, eternas, e o próprio Kepler manteve durante toda sua vida uma relação ambígua com a astrologia. Ele se perguntava se não haveria aspectos ocultos nos céus que regessem o aparente caos do dia-a-dia.

Astronomia e astrologia possuem, portanto, uma origem em comum, movidas pelo mesmo fascínio que uma simples noite estrelada desperta em nós. Ambas coexistem hoje em relativa harmonia, mas seus praticantes têm formações diferentes e objetivos muito distintos que não convém confundir.

Fonte: Astronomia no Zênite