sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Jovem brasileiro quer construir naves espaciais



"Meu maior sonho é construir as próximas naves espaciais que vão levar o homem a distâncias jamais alcançadas". Esse é o sonho de Luiz Fernando Leal Gomes, de 19 anos, que vai cursas Engenharia Aeroespacial em uma das universidades mais disputadas dos Estados Unidos, o Instituto Tecnológico da Flórida (Florida Institute of Tecnhnology). Medalhista de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o jovem viaja no segundo semestre do ano para a cidade de Melbourne (na Flórida, EUA) onde vai morar por quatro anos.


Morador do Meier, zona norte do Rio de Janeiro, e fascinado pelo céu, o jovem despertou o desejo de ser piloto quando viu um evento de acrobacias aéreas na cidade aos 13 anos. Com o término do ensino fundamental começou a preparação para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR). Nesse período descobriu que tinha miopia. Passou na prova, mas não fez a cirurgia devido a sua idade. Foi uma grande decepção. Resolveu então cursar o ensino médio técnico.

No novo colégio, começou a se interessar por ciências, em especial pela Astronomia e pela Física. Participou, por meio da instituição de ensino na qual cursava o ensino médio, da OBA e da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). "Conquistei uma medalha de outo no meu primeiro ano em que fiz a prova da Olimpíada de Astronomia e fui o melhor aluno da minha escola. No ano seguinte, conquistei a prata e no terceiro, voltei a ser ouro".

- A OBA abriu as portas para um mundo novo que estou começando a trilhar. Caso não tivesse participado ou ganho boas medalhas, não teria a oportunidade de conhecer e de viver por uma semana no setor aeroespacial, e provavelmente, estaria em outro caminho - relata.

Além disso, Luiz conquistou também medalhas e menções honrosas nas olimpíadas de Física, de Matemática e de Robótica. Ele diz ainda que os pais não entendiam bem o assunto quando começou a participar dos eventos. Porém, como o tempo, começaram a apoiar após perceber que o jovem gostava do que fazia. "Meu pai sempre me deu palavras de incentivo. E minha mãe me ajudou inúmeras formas para que eu tivesse sempre um ambiente favorável aos estudos."

Nas horas vagas, a atividade física é sua válvula de escape: "pratico ginástica olímpica e le parkour para relaxar. Só assim consigo ter o equilíbrio necessário para manter o meu dia a dia num nível satisfatório sem comprometer os estuos e principalmente a minha saúde", ressalta.

Antes de ser aprovado para o Instituto Tecnológico da Flórida, o estudante deu aulas particulares de Física para pagar o preparatório para os testes de admissão TOEFL (teste de proficiência em língu inglesa) e SAT (vestibular americano). Nas horas vagas, estudava Física, Astronomia e Astronáutica.

- O processo de admissão das universidades americanas são bem diferentes dos daqui, pois costumam durar quase um ano. Temos também muitas redações e entrevistas, além do vestibular americano e o teste de habilidade com a língua inglesa - explica

O jovem diz que a bolsa de estudos não cobre o gasto total da universidade, mas pretende conversar com o instituto sobre isso. Ainda, segundo ele, o curso custaria cerca de US$ 50 mil por ano. Apenar desse impasse, Luiz já sabe em qual segmento pretende atuar. "Adoraria poder construir os próximos veículos que serão lançados para os mais diversos lugares do espaço sideral"

- Quero, um dia, poder embarcar em minha própria criação. E caso as forças da natureza me permitam voltar desta jornada são e salvo, quero trabalhar no desenvolvimento Aeroespacial Brasileiro. Será um trabalho muito árduo e com muitos desafios, mas que estou disposto a enfrentá-los para levar esta nação a novos patamares - enfatiza.

FONTE: Kala

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A astronomia e o carnaval


Já parou para se perguntar por que as datas do carnaval mudam a cada ano?
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A astronomia está presente no nosso cotidiano de forma mais intensa do que podemos imaginar. O nosso calendário e as datas de algumas famosa festividades se baseiam nos movimentos de nosso planeta e de nosso satélite natural, a Lua. Exemplos marcantes dessa relação são o Carnaval e a Páscoa. Para saber a data de início do Carnaval, necessitamos primeiro determinar a data do domingo de Páscoa. 
 
A Páscoa é uma das maiores festividades cristãs, celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Houve um longo debate, na Igreja Católica, para definir como seria determinado o dia da Páscoa. No Concílio de Niceia, realizado no ano 325, foram criadas as tabelas Eclesiásticas. Nessas tabelas, são definidas formas de determinar as datas de fenômenos astronômicos sem a necessidade de conhecimento de astronomia. Desse modo são definidas as fases da Lua (cheia, nova...) eclesiásticas (referem-se ao movimento de uma Lua imaginária, não tendo relação com as fases reais da Lua), e os equinócios e solstícios eclesiásticos. Utilizou-se como referência para essas escolhas o Ciclo Metônico.

O astrônomo ateniense Méton apresentou uma proposta para corrigir problemas em relação ao ajuste das datas dos fenômenos astronômicos nos calendários da época. O calendário que era usado em Atenas tinha 12 meses de 29 e 30 dias intercalados. O que totalizava 354 dias. Para manter a 
coincidência, entre o ano Solar e o Lunar, os gregos realizavam alguns ajustes. Méton determinou em 430 A. C. um período de 19 anos, com anos com 13 meses lunares, os anos 3, 6, 9, 11, 14, 17 e 19 (os famosos números áureos, festejados com bastante intensidade pelos gregos) e os demais com 12 meses. Essa escolha permitia uma boa coincidência com o ano Solar. Esse ciclo, 
conhecido como Ciclo Metônico, foi usado para os cômputos eclesiásticos. 
 
Baseado no Concílio de Niceia, o Papa Gregório XIII, em 1582, definiu o modo como se determina o dia da Páscoa. De acordo com o decreto Inter Gravíssimas de 24 de fevereiro de 1582, a Páscoa ocorre no primeiro domingo após a Lua Cheia Eclesiástica (13 dias após a Lua Nova Eclesiástica) que ocorre após ou no Equinócio de Primavera Eclesiástica (para nós habitantes do hemisfério Sul seria o Equinócio de Outono), com data fixada em 21 de março. Caso o dia assim definido esteja além de 25 de abril, a Páscoa ocorre no domingo anterior; caso a Lua Eclesiástica ocorra no dia 21 de março e esse seja domingo, a Páscoa será no dia 25 de abril. Desse modo, a data do domingo de Páscoa ocorre sempre entre 22 de março e 25 de abril. 

Em 2013, o equinócio de outono ocorreu no dia 20 de março. O equinócio corresponde à época do ano na qual o dia e a noite têm a mesma duração. O Sol está iluminando diretamente o equador da Terra. A primeira lua cheia ocorre no dia 27 de março (quarta-feira). O domingo após essa data cai no dia 31 de março. É o Domingo de Páscoa.

A quarta-feira de cinzas ocorre, 46 dias antes do domingo de Páscoa. Um guia prático para definir a data do domingo de Carnaval é considerar o sétimo domingo que antecede o domingo de Páscoa. 

AUTOR: Marcelo de Oliveira Souza

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Artigos relacionados:

www.zenite.nu/20/0820.php

http://www.overmundo.com.br/banco/o-carnaval-e-a-astronomia


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Curiosidade magnética - Ciência hoje para crianças


As bússolas, você sabe, apontam sempre para o Norte. Ou seria para o Sul?



Você conhece o capitão Jack Sparow, do filme Piratas do Caribe? Além de esperto e engraçado, ele  tem uma bússola mágica  que sempre aponta para o que ele mais deseja no mundo.

No mundo real, as bússolas são baseadas totalmente na ciência, mas não deixam de ser tão incríveis quanto aquela - afinal, sem elas as aventuras de piratas e navegadores de verdade jamais aconteceriam! Você sabe como esses instrumentos funcionam?

De maneira geral, a bússola utiliza os campos magnéticos da Terra para determinar para que lado fica o Norte e, assim, orientas o viajante.

Isso é possível porque o núcleo da Terra é formado por metal em estado líquido e sólido. Ele gera um campo magnético que transforma nosso globo em um grande ímã, com polos norte e sul, localizados próximos aos pólos Norte e Sul geográficos - aqueles que sinalizamos no mapa.

A agulha da bússola também é um ímã, que se alinha ao campo magnético da Terra, apontando para o sul magnético do planeta. Mas espera aí: a bussola não aponta para o Norte?

Pode parecer estranho, mas os polos magnéticos e geográficos da Terra são invertidos, ou seja, o sul magnético está localizado no Norte geográfico e vice-versa.

Que baita confusão! Isso acontece porque as orientações de Norte e Sul nos mapas foram estabelecidas antes de entendermos o magnetismo da Terra. Quando os cientistas perceberam os polos magnéticos e geográficos estavam invertidos, já era muito tarde..



Para evitar e não ser necerrário mudar todos os mapas conhecidos, ficou assim mesmo. E aí vai mais uma informação para você ficar de queixo caído: em alguns momentos do passado, os polos magnéticos da Terra já foram diferente - o polo norte magnético já virou polo sul e vice-versa.

"Esse tipo de mudança drástica é algo natural e já ocorreu diversas vezes", conta Eder Molina, geofísico do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo. "Vai acontecer de novo. Só não é possível prever exatamente quando - provavelmente daqui a milhares de anos".

As consequências do fenômeno, segundo ele, podem até fazer o campo magnético da Terra, que protege nosso planeta da radiação solar, deixar de existir por algum tempo.

Viu só? As bússolas reais não deixam nada a dever às bússolas do cinema - também são cheias de mistério e curiosidade!

FONTE: Ciência hoje das crianças

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CNPq apoia UFSC em projeto que insere Astronomia e Física nas escolas e comunidade

Universidade Federal de Santa Catarina está entre 40 instituições brasileiras contempladas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na Chamada 85/2013 - "Apoio à criação e ao desenvolvimento de Centros e Museus de Ciência e Tecnologia". O projeto selecionado, "A Astronomia e a Física vão à Escola e à Comunidade", teve início em 2012 e tem como principal meta "fomentar o interesse da comunidade escolar e local pela Astronomia e ciências afins".

A proposta será executada em articulação direta com o Planetário e o Observatório da UFSC - espaços tradicionais de disseminação do conhecimento dessas áreas no estado de santa Catarina - e conta com a parceria do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), de grupos de astronomia amadores - Grupo de Estudos de Astronomia (GEA) e Núcleo de Estudos e Observação Astronômica José Brazilício de Souza (NEOA) - e da Oficina do Aprendiz.

No projeto apresentado ao CNPq, mostrou-se a importância da iniciativa frente às necessidades das escolas brasileiras. Explica-se que "a exemplo dos países mais adiantados, a Astronomia era ensinada no Brasil até 1930. Por razões ainda incompreensíveis, foi afastada dos bancos escolares e passou a ter uma tímida aparição em poucas páginas nos cadernos e livros de Ciências, limitando-se a descrever o Sistema Solar e a fornecer tímidas pinceladas sobre as estrelas, galáxias e o cosmo. Nas escolas de nível superior, na formação dos professores limita-se a um semestre, ou então é disciplina optativa, não preparando adequadamente os futuros mestres das gerações, não os habilitando a dar um passo mais além no compartilhamento do conhecimento humano. As escolas básicas, que deveriam inspirar a curiosidade infanto-juvenil e instigar os jovens ao conhecimento científico, a ensiná-los a gostar das ciências naturais e aos ensinamentos da Física e da Astronomia, não estão equipadas com o mínimo necessário para, de uma forma lúdica e prática, estudar fenômenos naturais por meio de instrumentos e equipamentos simples e interativos, mas que se tornam fortes em conteúdo e que são de fácil disseminação, democratizando assim o conhecimento e proporcionando sua clara compreensão.

O projeto irá levar às escolas da rede pública de ensino fundamental e médio e a espaços culturais e sociocomunitários da Grande Florianópolis exposições itinerantes de instrumentos históricos de Astronomia e de experiências de Física. Também irá desenvolver oficinas de observação e estudo de fenômenos mediante a construção de observatórios astronômicos solares no Planetário da UFSC e nas escolas.

Para tanto, pretende-se criar um grupo de formação permanente, com 20 professores das dez escolas participantes, contanto com um professor de Ciências e outro de Geografia por centro educativo. Também serão capacitados alunos do ensino superior, graduados, recém-formados e profissionais do ensino como mediadores científicos para atuar nas exposições. Outras ações interessantes são: publicar um caderno com referências teóricas da história da Astronomia: e criar um portal digital para a inserção de propostas didáticas e conhecimentos por parte de professores, alunos e comunidade.

"Um projeto para se perpetuar", deseja o coordenador Everton da Silva, professor do Departamento de Geociências da UFSC, que trabalha juntamente com as técnicas do Planetário, Edna Esteves da Silva e Tânia MAris ires da Silva; o físico Ricardo Gutierrez Garcés; a geóloga Ofélia Ortega; o engenheiro mecânico e o presidente do Grupo de Estudos de Astronomia (GEA), Adolfo Stotz Neto; os professores de Física da UFSC, Antônio Nemer Kanaan Neto, e do IFSC, Marcos Aurélio Neves; e o psicólogo Nicolas Lindner.

No dia 4 de fevereiro, foi realizada uma reunião para planejamento das atividades do projeto. O coordenador explicou que o orçamento total era superior ao que foi aprovado pela Diretoria do CNPq. Desta forma, o projeto necessita de novos fomentos, e, para não deixar de cumpri-lo da forma como foi idealizado, busca-se apoio nas pró-reitorias da UFSC, na Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF)/Secretaria de Educação (SED) e no próprio Planetário.

O físico Ricardo, que trabalha diretamente com a construção de observatórios e instrumentos astronômicos histórico, demonstrou o uso desses objetos, tais como a Esfera Amiliar, que traz a representação dos movimentos aparentes do Sol. Os artefatos, fabricados pela Oficina do Aprendiz em 2013, farão pare das exposições e serão cedidos aos estabelecimentos de ensino. O grande potencial de levar a exposições foi identificado, inicialmente, no Colégio de Aplicação da UFSC e na Biblioteca Pública Municipal de Lages.

Os antecedentes do projeto no Brasil datam de 2012, com a exposição itinerante "Astronomia e Física ao alcance de todos" desenvolvida no âmbito do projeto "Aprendiz de Ciências", da Oficina do Aprendiz, em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc) e a Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc).

O projeto será composto pelas seguintes etapas:

1 - exposição interativa e nas comunidades;
2 - observatórios de acompanhamento solar na área externa do Planetário e Observatório Astronômico da UFSC, e nas escolas;
3 - instalação de equipamentos interativos na área externa do Planetário e Observatório Astronômico da UFSC;
4 - formação de mediadores científicos para exposição itinerante;
5 - formação permanente de professores dos ensinos médio e fundamental;
6 - apoio a clubes de Astronomia;
7 - promoção de eventos astronômicos;
8 - cadernos de divulgação científica de referência teórica e de sugestão de atividades;
9 - portal digital;
10 - grupos de estudo;
11 - visitas técnicas (nacionais e internacionais) a museus e espaços de divulgação científica.

Mais informações pelos e-mail: evertons.ilva@ufsc.br e ofelia.fraile@gmail.com

Fonte: UFSC

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Uma Jornada à Nebulosa de Órion


Aqui você pode ver uma exibição ao vivo para o zoom óptico grande nebulosa de Orion.
Acompanhe o vídeo CLICANDO AQUI!


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Imagem da Semana


Foguete, Meteoro e Via Láctea sobre Tailândia
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Crédito de imagem e direitos autorais: Matipon Tangmatitham


Explicação: Pode o céu noturno parecer tão sereno e surreal? Talvez classificável como sereno na imagem panorâmica acima, tomada na sexta-feira são as luzes fracas de pequenas cidades brilhando através de uma paisagem de primeiro plano de Doi Inthanon National Park, na Tailândia, bem como as inúmeras estrelas brilhantes através de um fundo escuro starscape. Também são visíveis no planeta Vênus e uma faixa de luz zodiacal do lado esquerdo da imagem. Acontecimentos invulgares também são capturados, no entanto. Primeiro, a faixa central da nossa galáxia, Via Láctea, enquanto geralmente uma visão comum, aparece aqui do lado direito da imagem. Talvez o componente mais incomum é o ponto brilhante logo à esquerda do meteoro. Esse ponto é a pluma de uma subida do foguete Ariane 5, lançado poucos minutos antes de Kourou, na Guiana Francesa. Que sorte foi o astrofotógrafo capturar o lançamento de foguetes em sua imagem? Muita sorte - a imagem não foi programada para capturar o foguete. Também foi sorte o fotogênico - e talvez surreal - restante do céu.

FONTE: NASA

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

As constelações existem?


"O homem desenvolveu a economia e várias outras atividades com base nas observações do movimento regular das estrelas"
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Podemos dizer que sim. Os astrônomos usam as constelações como um referencial no céu, pois mapear o firmamento estrelado em constelações facilita a localização dos demais astros e fenômenos astronômicos. A União Internacional de Astronomia define como sendo 88 as constelações oficiais, elas são plotadas nos mapas e carta celestes utilizados por astrônomos amadores e profissionais.

Mas para os índios Tembém, da Amazônia, não existem tantas constelação assim - eles mapearam o céu em nove principais constelações. A maior delas é a constelação da Ema, a maior ave da Amazônia. Quando a constelação da Ema está totalmente visível ao anoitecer, é um sinal para os Índios Tembé que está começando a estação da seca, que é a estação da colheita.

As estrelas sempre exerceram um fascínio nos povos de todas as épocas em todos lugares. Já foram encontrados vários registros rupestres feitos por homens primitivos em rochas alusivos a etrelas e fenômenos celestes.

Civilizações antigas como babilônios, assírios, árabes, egípcios, chineses, gregos e vária outras, deram nomes às estrelas. Quando determinado grupo de estrelas ficava visível ao anoitecer, eles associavam ao frio ou calor, à colheita ou ao plantio, à caça, pesca, navegação e outras ocupações do seu cotidiano. Observando as estrelas e seu "bailando" no céu noturno, os povos antigos transportaram para elas os seus anseios, suas angústias e seus problemas e as agruparam, formando figuras de animais, objetos e deuses mitológicos tais como: Bússola, Touro, Hércules, Andrômeda, Compasso, Vela e outras. Assim, surgiram as constelações, associadas a inúmeros mitos e lendas.

O homem aprendeu a conviver em grupos, desenvolveu a economia e várias outras atividades com base nas observações do movimento regular das estrelas.

Elas não estão dispostas no céu como vemos do nosso ponto de vista aqui da Terra. Os formatos das constelações são ilusórios e só existem na nossa imaginação, aqui no nosso minúsculo "cantinho" no universo.

Trata-se de um efeito de perspectiva, as estrelas estão distantes uma das outras, umas mais próximas e outras mais afastadas de nós e, como estão a enormes distâncias, nossa vista não tem poder de perceber que elas não estão fixas num mesmo plano, como nos parece quando vistas daqui da Terra.

A ilustração nos mostra a constelação do Órion, onde se localizam as Três Marias. As três estrelas, cujos nomes verdadeiros são Mintaka, Alnilam e Alnitak, não estão a uma mesma distância da Terra, não estão num mesmo plano. Mintaka está a cerca de 916 anos-luz de nós (um ano-luz é aproximadamente 10 trilhões e quilômetros). Já a Alnilam, está a mais de 1.300 anos-luz da Terra portanto, muito atrás de Mintaka. A Alnitak está mais próxima de nós, pouco mais de 800 anos-luz.

Com isso, o leitor pode notar que, com nossa vista, não vemos as estrelas como elas estão realmente espalhadas no universo e que as constelações são meramente figuras imaginárias.

Estrelas

OBSERVAÇÃO

Constelação do mês

Se fosse possível fazer uma longa viagem até próximo à estrela Capela, que está a cerca de 42 anos-luz da Terra, e olhássemos para constelação do Órion, não a veríamos no mesmo formato como vemos da Terra. A constelação estará completamente distorcida

A constelação do Órion é sem dúvida uma das mais ricas do céu noturno. Nela se encontram nebulosas claras e escuras, estrelas duplas, triplas e estrelas de brilho variável.

Num céu sem nuvens e poluição luminosa, até mesmo como um binóculo, pode-se ver a belíssima nebulosa do Órion - um berçário de novas estrelas.

Para ver vídeos e belíssimas imagens de nebulosas acesse:

http://www.eso.org/public/brazil/videos/
ou
http://www.eso.org/public/brazil/images/



FONTE: O POVO.